"A minha admissão na Johns Hopkins University foi resultado de um percurso marcado por investigação científica, mentoria e impacto comunitário”. É desta forma que Juliana Canavilhas, ex-aluna do 12.º ano do Colégio José Álvaro Vidal (CJAV), resume a sua entrada numa das mais prestigiadas Universidades do mundo, reconhecida internacionalmente pela excelência académica e investigação na área da medicina e da ciência.
Este marco não acontece por acaso e reflete o resultado de um percurso escolar e pessoal verdadeiramente inspirador.
No Colégio José Álvaro Vidal, a história da Juliana começou cedo: aos 4 anos, no Pré-escolar, onde já “revelava uma curiosidade imensa pelo mundo” que a rodeava, “questionando constantemente e procurando compreender mais e melhor a realidade” que a envolvia. Também desde muito cedo “a Escola foi o meu principal foco”, confessou. Constantemente motivada por profissionais que “deixaram uma marca indelével” no seu percurso, ao longo dos anos, a sede de conhecimento só se intensificou.
O Colégio José Álvaro Vidal incentivou Juliana a pensar "além do óbvio"
Com uma média de 19,33 na área de Ciências e Tecnologias, Juliana sempre foi uma aluna dedicada, mas, acima de tudo, é uma estudante movida por um propósito maior: aprender para transformar. O seu percurso brilhante tem raízes profundas e sólidas naquilo que define os valores e o Projeto Educativo do Colégio da CEBI, que a própria Juliana reconhece: “foram essenciais para moldar quem sou hoje”.
Do Colégio esta estudante de excelência leva “uma mentalidade de constante evolução e a consciência de que a aprendizagem nunca é um ponto final, mas sim um processo contínuo”. Juliana recorda que, desde sempre, o CJAV não a desafiou apenas academicamente, mas também a “incentivou a ultrapassar os limites do conhecimento convencional, a ser curiosa e a pensar além do óbvio”.
A Universidade americana tem uma probabilidade de aceitação de apenas 6%
A aposta numa formação sólida, holística e integral, que alia a excelência académica ao desenvolvimento humano e social, foi o que destacou a sua candidatura à Johns Hopkins. A Universidade americana, que recebe candidatos de todo o mundo e tem uma probabilidade de aceitação de 6%, procura mais do que “alunos com boas notas”. Juliana explica: “na Johns Hopkins entram estudantes que criam impacto real”. Por isso mesmo, na sua candidatura, conhecimento e concretizações caminharam lado a lado – e a aceitação da prestigiada instituição “não é apenas uma validação académica, mas um testemunho do esforço, da paixão e da perseverança” que colocou em cada etapa do seu percurso.
Projetos de voluntariado, mentoria e solidariedade, marcaram, também, a vida escolar da Juliana – uma trajetória marcada pelo saber, pela empatia e pela proximidade entre pares.
No Colégio, recorda, “participei em vários programas de voluntariado, fui mentora de alunos do 5.º ano e tutora de crianças no Pré-escolar”, mas o destaque vai para o projeto ‘LearnSpot4All’, que a própria fundou, e no qual dá “explicações online gratuitas a alunos de vários países africanos, promovendo a Educação acessível a nível internacional”.
Uma candidatura com seis Cartas de Recomendação
Este espírito de iniciativa reflete-se também na sua intensa atividade científica. Desde o 8.º ano que parte das suas férias tem sido passada imersa em investigação científica, com especial dedicação ao estudo do cérebro e das suas patologias. Ao longo deste percurso, participou num curso intensivo de Neurociência e Tecnologia na Fundação Champalimaud, aprofundou conhecimentos em Medicina e prática clínica na Universidade de Coimbra e integrou um programa na Faculdade de Ciências de Lisboa, onde investiguei os mecanismos da epilepsia. Foi ainda selecionada para trabalhar num Laboratório de Neurociência, em Coimbra, explorando novas abordagens para o tratamento da doença de Alzheimer. Já no Instituto Superior Técnico (IST), iniciou o desenvolvimento de um projeto pessoal focado no tratamento da osteoporose em astronautas, trabalhando diretamente com alunos de Doutoramento.
A candidatura da Juliana à Johns Hopkins contou com seis Cartas de Recomendação, incluindo uma de uma Professora Catedrática do IST.
A ex-aluna do Colégio José Álvaro Vidal é a prova viva de que é possível formar com rigor, exigência e com propósito social, que desenvolve seres humanos ambiciosos por transformar o mundo nos mais diversos propósitos.
O seu sonho passa por investigar e desenvolver tratamentos inovadores
Apesar da sua humildade, a Juliana sabe que pode ser uma fonte de inspiração: “é-me difícil pensar em mim mesma como um exemplo para os outros, contudo, espero que a minha história deixe uma mensagem de esperança e motivação”.
Acredita que a chave para alcançar objetivos “está na dedicação, perseverança e capacidade de nunca desistir, mesmo quando os obstáculos parecem intransponíveis”.
O futuro, esse, imagina-o com um propósito único: em contínuo desafio de crescimento e realização. Na Johns Hopkins, Juliana pretende aprofundar o estudo de distúrbios neurodegenerativos, como Alzheimer e Parkinson, aliando a neurocirurgia aos avanços em saúde mental. O seu sonho passa por investigar e desenvolver tratamentos inovadores com impacto, mas onde a ciência, a inovação e a empática se cruzam: “quero contribuir para a investigação em saúde global, especialmente no contexto de doenças neuropsiquiátricas em populações vulneráveis, e desejo estar na linha da frente do atendimento a populações em risco, aliviando o sofrimento e contribuindo para a melhoria da saúde global”.
O Colégio José Álvaro Vidal celebra o percurso da Juliana Canavilhas com uma mensagem de futuro: agora que ganhou asas, que nunca deixe de voar. E que saiba sempre o caminho de regresso a casa!